"I watch the time pass slowly. It comes and goes like the waves. The sea can touch the sky at night. It's got the freedom I crave."

Heat Wave de Richard Castle (da série CASTLE)

Como eu havia prometido, postagem do capítulo 1 de Heat Wave, parte da série CASTLE, escrita pelo personagem Richard Castle (Nathan Fillion)!

HEAT WAVE – CAPÍTULO UM

Era sempre a mesma coisa quando ela chegava para ver o corpo. Após soltar o cinto de segurança, tirava uma caneta da fita de borracha no quebra-sol, depois colocava seus dedos longos no quadril pra se sentir confortável, e depois o de sempre, uma pausa. Não muito tempo. Só para um longo suspiro. Tudo isso a fazia lembrar o que nunca esqueceria. Outro corpo esperava. Respirava mais um pouco. E quando podia sentir as arestas inesperadas do buraco que se distendia em sua vida, a detetive Nikki Heat estava pronta. Abria a porta do carro e ía trabalhar.

O impacto de cem graus quase a empurrou de volta ao carro. Nova York era uma fornalha, e no agradável pavimento no oeste da rua 77ª era como se seus pés estivessem andando na areia molhada. Heat podia ter facilitado estacionando mais perto, mas esse era outro de seus rituais: acordar. Cada cena de crime era um sabor do caos, e estas duas centenas de passos proporcionava a detetive uma única chance de preencher o quadro-negro limpo com suas próprias impressões.

Graças a manhã sufocada, a calçada estava quase vazia. A hora de almoço na vizinhança já havia passado e os turistas atravessavam a rua para se refrescarem no ar fresco do Museu Americano da História Natural ou procurando refúgio em Starbucks (pontos que servem café) em bebidas geladas terminadas com vogais. Seu

desdém para com os que bebiam café se dissolvia num pensamento único de pegar um também e seguir seu caminho de volta. Adiante ela marcou um porteiro de um edifício, bem ao seu lado, numa fita que marcava o local onde servia o café. O chapéu dele não estava na cabeça e estava sentado nos degraus de mármore

desgastados com a cabeça entre os joelhos. Ela olhou para a cobertura verde quando passava por ele e leu o nome do edifício: The Guilford.

Ela sabia que o uniforme ofuscava seu sorriso? Passou o olho rapidamente por todos os rostos e parou quando percebeu que alguém estava observando-a. Detetive Heat sorriu de volta e abriu seu blazer de linho para lhe dar outra coisa para fantasiar. Seu rosto mudou quando viu a insígnia em sua cintura. O jovem policial levantou a fita amarela do suporte para ela, e quando passou, pegou ele dando-lhe um olhar de tarado de novo, então não resistiu. “Faça-lhe um favor”, disse ela. “Eu olho minha bunda, você olha a multidão.”

A detetive Nikki Heat entrou na cena do crime depois que passou pelo pavimento das anfitriãs vazio na calçada do café. Todas as mesas de La Belle Chaleur estavam vazias, exceto onde estava o detetive Raley de sua equipe, sentado com uma família perturbada com os rostos queimados de sol lutando para traduzir

alemão em uma declaração. Seu almoço intragável estava rodeado de moscas. Pardais, com ávidos jantares ao ar livre, ficavam empoleirados no encosto dos bancos e faziam mergulhos atrevidos pelas batatas fritas. Na porta de serviço o detetive Ochoa ergueu os olhos de seu notebook e rápidamente acenou com a

cabeça pra ela enquanto interrogava um garçom num avental branco manchado de sangue. O resto do pessoal que trabalhava lá estavam no bar bebendo depois do que tinham presenciado.

Heat examinou onde a médica legista estava ajoelhada e não poderia culpá-los nem um pouco.

“Masculino desconhecido, sem carteira, sem identificação, idade entre sessenta e sessenta e cinco anos. Grave traumatismo na cabeça, pescoço e peito.” As mãos com luvas de Lauren Parry descobriam o lençol para sua amiga Nikki dar uma olhada no corpo, na calçada. A detetive olhou rapidamente desviando o olhar.

“Nenhum rosto, por isso vamos vasculhar a área, caso contrário não há muito o que identificar depois desse impacto. Foi aqui que ele caiu?”

“Lá”. A médica indicou o ponto de café a poucos metros de distância. A queda do terraço tinha sido tão feia que se dividiu ao meio. O borrifo violento de gelo e angue já estava seco na calçada em minutos desde a queda. Heat andou por ali notando que os guardas-sol e as paredes de pedra do edifício também tinham

sangue seco, respingos de gelo, e pedaços de tecido. Ela ficou bem perto dos destroços e arriscou-se sem contaminar a cena, e olhou direto pra cima.

“”It’s Raining Men”(música dos anos 80 que significa ‘Está chovendo homens’)

Nikki Heat nem olhou pra dizer quem era. Ela apenas suspirou seu nome. “Rook”.

“Aleluia”. Ele ficou rindo até que ela finalmente olhou pra ele, balançando a cabeça. “O quê? Tá tudo bem, eu não acho que ele possa me ouvir.”

Ela imaginou que tipo de carma seria por ter que aguentar esse cara. Não era a primeira vez que ela se perguntava nesse mesmo mês. O trabalho já era duro o suficiente, se estivesse fazendo o certo.

Ter um repórter com uma boca “faz-de-conta-que-sou-policial” só fazia seu dia mais longo. Ela checou as caixas grandes de flores que definiam o perímetro do espaço do ponto e olhou para cima novamente. Rook foi atrás dela. “Eu estaria aqui mais cedo se alguém tivesse me ligado. Se eu não tivesse ligado pro Ochoa,

eu teria perdido isso.”

“Uma tragédia em cima de tragédia, não é?”

“Você me fere com seu sarcasmo. Olha, eu não posso pesquisar meu artigo sobre os melhores de Nova York sem acesso, e meu contrato com o comissário especificamente relatos_ ”

“Confie em mim, eu conheço seu trabalho. Eu tenho vivido isso dia e noite. Você observa todos os meus casos de homicídios como detetives na vida real que fazem desse trabalho sua vida.”

“Então, você esqueceu. Aceito suas desculpas.”

“Eu não esqueci, e eu não ouvi nenhum pedido de desculpas. Pelo menos não de mim.”

“Eu meio que deduzi isso. Você irradia subtexto.”

“Algum dia você vai me dizer o favor que você fez para o prefeito por conseguir este ‘trabalho’.”

“Desculpe, detetive Heat, eu sou um repórter e estou totalmente fora de registro.”

“Você matou uma história que o fez parecer mal?”

“Sim. Deus, você me faz se sentir barato. Mas não vai conseguir mais nada.”

Detetive Ochoa se envolveu em sua entrevista com o garçom e Heat o acenou. “Passei por um porteiro deste edifício, que parecia estar tendo um dia horrível. Verifíque-o, veja se ele conhece o nosso desconhecido.”

Quando ela voltou, Rook tinha colocado as mãos no rosto no formato de um binóculos e estava analizando o prédio com vista para o café. “Eu verifico a sacada antes.”

“Quando você escrever seu artigo na revista, pode fazer isso como bem quiser, Sr. Rook. Não é isso o que vocês repórteres fazem, especular? Antes que ele pudesse responder, ela segurou os lábios dele com os dedos. “Mas nós não somos jornalistas-celebridades aqui, somos apenas policiais, e droga, nós temos

essas malditas coisas que chamamos de fatos onde trabalhamos e casos pra verificar. E enquanto tento fazer meu trabalho, seria demais pedir que mantenha um pouco de compostura?”

“Claro. Sem problema.”

“Obrigado.”

“Jameson? Jameson Rook?!” Rook e Heat viram uma jovem atrás da fita de marcação da polícia e ficava mechendo pra cima e pra baixo para chamar a atenção. Ah meu Deus, é ele, Jameson Rook!” Rook deu um sorriso e uma balancadinha, que deixou sua fã ainda mais eufórica. Aí ela passou debaixo da fita amarela.

“Eih, não, volte!” Detetive Heat apontou para os uniformes, mas a mulher passando pelos atalhos já estava dentro da linha e se aproximando de Rook. “Isto é uma cena de crime, você tem que sair.”

“Posso pelo menos pegar um autógrafo?”

Heat considerou a oportunidade. Da última vez ela tentou afugentar uma de suas fãs, levou dez minutos de discussão e uma hora relatando por escrito como resposta a queixa oficial sobre a mulher. Fãs instruídos são os piores. Ela olhou para os uniformes e esperaram.

“Eu te vi ontem de manhã no The View (programa de entrevistas americano). Oh meu Deus, você é mais bonito ainda em pessoa.” Ela agarrou sua bolsa de palha mas com os olhos nele. “Depois do programa eu fui correndo comprar a revista pra poder ler sua estória, entende?” Ela puxou da bolsa a última edição do ‘First Press’. A capa era Rook e Bono num centro de ajuda na África. “Oh! Eu tenho uma Sharpie (caneta).”

“Perfeito.” Ele foi até ela e pegou a revista.

“Não, autografa isso!” Ela se aproximou mais empurrando o suporte da fita.

Rook sorriu. “Acho que vou precisar de mais tinta.”

A mulher explodiu em risos e agarrou o braço de Nikki Heat. “Vê? É por isso que é meu escritor favorito.”

Mas Heat estava focada nos degraus da frente de Guilford, onde o detetive Ochoa deu um tapinha simpático no ombro do porteiro. Ele deixou a sombra da cobertura, e passou debaixo da fita como se estivesse dançando, e cruzou até ela. “O porteiro disse que nossa vítima vivia neste prédio. Sexto andar.”

Nikki ouviu Rook limpar a garganta bem atrás dela mas não quiz olhar. Ele se exibia ou autografava o busto de uma ‘groupie’. Ela não estava de bom humor pra ver aquilo.

Uma hora depois do solene silêncio do apartamento da vítima, detetive Heat, a personificação da complacente paciência, sentou em uma antiga cadeira de tapete de frente a sua esposa e seu filho de sete anos de idade. Tinha um porta-notebook azul fechado no colo. Sua postura ereta era natural de uma bailarina e da maleabilidade da mão no braço de madeira esculpida, deu-lhe um olhar próprio de realeza. Quando ela pegou Rook olhando para ela na sala, ele disfarçou e ficou analizando o Jackson Pollock na parede em sua frente. Ela refletiu sobre os respingos de sangue que ecoaram debaixo do avental do garçom, e embora ela tentou impedir, seu cérebro de policial começou a capturar imagens do estado ativo mutilado, os rostos negligentes dos garçons traumatizados, e a van do legista partindo com a corpo do imobiliário magnata Mateus Starr.

Heat imaginou se Starr era saltador. A economia, ou, mais precisamente, a falta disso, tinha engatilhado motivos de tragédias colaterais. Em um determinado dia, o país parecia voltado apenas no caso de uma camareira de hotel que era a solução pra descobrir o próximo suicídio ou homicídio-suicídio de um executivo ou empresário. O ego foi um antídoto? Como eram desenvolvedores imobiliárias de Nova York, Matthew Starr não escreveu o livro por seu ego, mas ele se certificou de fazer o termo por escrito. Perene, também correu na carreira pra ordenar seu nome fora de tudo, tinha que dar crédito a Starr, pelo menos por ter ficado na perseguição. E pelo visto de todo seu trabalho, ele havia sido a tempestade em dois andares extravagantemente luxuosos de um edifício de referência ao oeste do Parque Central. Todos os móveis ou o design eram antigos, a sala era um grande salão de dois andares, e suas paredes eram cobertas até o teto da catedral por coleção de artes. Aposta feita, ninguém deixou comandas ou molho de chaves na porta da frente. Um riso abafado tomou a atenção de Nikki Heat da sacada onde os detectives Raley e Ochoa, carinhosamente resumidos a uma dupla “barata”, estavam trabalhando. Kimberly Starr balançava seu filho num longo abraço e parecia não ter ouvido isso. Heat se desculpou e atravessou a sala, escoando pontos de luz de dentro e de fora emitidos das janelas de cima, formando uma aura sobre ela. Dando passagem aos investigadores técnicos que estavam pulverizando as portas francesas, saiu na sacada, abrindo seu notebook para uma página branca.

“Finja que estamos fazendo anotações.” Raley e Ochoa trocaram olhares confusos olhares e foram perto dela. “Eu podia ouvir vocês dois rindo de lá.”

“Oh, nossaa…,” disse Ochoa. Ele tremia e as gotas de suor escorriam da ponta de seu nariz caindo bem no seu notebook.

“Me ouçam. Eu sei que pra vocês isso é só mais uma cena de crime, certo? Mas pra família alí, é a única que eles presenciaram. Estão me ouvindo? Bom.” Ele já estava quase indo quando voltou. “Ah. E quando saímos daqui? Eu quero ouvir a piada. Eu posso usar isso.”

Quando Heat voltou pra dentro, a babá estava levando o filho de Kimberly pra fora da sala. “Leve Matty lá pra fora um pouco, Agda. Mas não lá na frente. Você me ouviu? Lá na frente não.” Ela puchou outro lenço e colocou no nariz educadamente. Agda parou na entrada.” Está muito quente pra ele no parque hoje.” A babá

escandinava era observadora e poderia ter sido irmã aluna de uma escola de meninas de Kimberly. Uma comparação que fez Heat refletir a diferença de idade entre Kimberly Starr, que ela deu até vinte e oito anos, e seu falecido marido, um homem pelo menos metade na carreira dos 60. Você pode dizer ‘Esposa Troféu’,

meninos e meninas? Uma solução para Matty eram os filmes. O novo fime da Pixar estava fora, e mesmo assim ele teria visto como se fosse a primeira vez, iría querer ver de novo. Nikki fez um lembrete pra levar sua sobrinha pra lá no fim de semana. Aquela pequena garotinha amava filmes animados. Quase tanto quanto Nikki. Nada como uma sobrinha pra providenciar uma perfeita desculpa e passar duas horas curtindo pura inocência. Matty Star se foi com uma incerteza, sentingo algo errado mas tão longe das novidades que poderia recair sobre o pequeno menino logo.

“Mais uma vez, Sr. Starr, sinto muito por sua perda.”

“Obrigada, detetive.” Sua voz estava distante. Ela se sentou cuidadosamente arrumando as pregas de seu vestido e então esperou, imóvel, exceto o seu lenço que negligentemente torcia em seu colo.

“Eu sei que não é a melhor hora, mas há algumas perguntas que preciso fazer.”

“Eu entendo.” De novo, a voz desamparada, medida, remota, e o que mais? Heat pensou. Sim, apropriado.

Heat destampou sua caneta. “Você ou seu filho estavam aqui quando isso aconteceu?”

“Não, graças a Deus. Estávamos fora.” A detetive fez algumas anotações e fechou suas mãos. Kimberly esperou, rolando um pedaço de ônix preto de um colar David Yurman, então ficou em silêncio. “Nós fomos ao Dino-Bites em Amsterdam. Pedimos caldo gelado de ‘tar pit’. É sorvete de chocolate derretido com

‘Gummysaurs’. Matty ama o tar pit.”

Rook se sentou na cadeira de balanço de tecido Chippendalede, frente a Heat.

“Sabe se havia mais álguém na casa?”

“Não, acho que não.” Ela parecia vê-lo pela primeira vez.

“Já nos encontramos? Você me parece familiar.”

Heat pulou para perto dela rápido. “Sr. é um jornalista. Escritor de uma revista trabalhando conosco em capacidade não-oficial. Totalmente.”

“Um reporter…Vocês não vão escrever uma estória sobre meu marido, vão?”

“Não. Não especificamente. Estou só pesquisando por trás desta equipe.”

“Bom. Porque meu marido não iria gostar disso. Ele achava que todos os repóteres eram um pé no saco.”

Nikki Heat disse que entendia perfeitamente, mas mantinha os olhos em Rook quando dizia isso. E então continuou, “Notou alguma mudança de humor ou comportamento em seu marido rescentemente?”

“Matt não se matou, nem foi até lá.” Sua compostura, própria de sua educação recatada, vindo da escola, vaporizou em uma chama de raiva.

“Sr. Starr, apenas queremos cobrir toda_”

“Não! Meu marido me amava e amava nosso filho. Ele amava a vida. Ele estava construindo um edifício de uso misto com ‘green technology’ (tecnologia a favor do meio ambiente), pelo amor de Deus.”

Gotas de suor saíam de baixo de sua franja que caía para um lado só. ” Por que está fazendo estas perguntas estúpidas quando poderia estar procurando seu assassino?”

A detetive Heat deixou-a suspirar. Ela já tinha visto o bastante para saber que nessa serenidade tinha muita raiva escondida. Ou ela estava se recordando de quando era a única na ‘Cadeira dos Perdidos’, dezenove anos com seu mundo e de repente tudo explodindo em sua volta? Ela realmente tinha que esconder toda sua raiva, ou meramente tinha que desabafar?

“É verão, droga, deveríamos estar no Hamptons. Isto não teria acontecido se tivéssemos ído a Stormfall.” Agora, o dinheiro. Você não compra uma propriedade no leste de Hampton, você nomeia isso. Stormfall era a beira-mar, isolada, vizinha de Seinfeld com uma vista parcial de Spielberg. “Eu odeio essa cidade”, Kimberly disparou. “Odeio isso, odeio isso. O que é isso, tipo, o assassinato número trezentos deste ano? Como se eles se importassem com pessoas como vocês depois disso.” Ofegante, aparentemente tinha terminado. Heat fechou seu notebook e deu volta a mesa de café pra se sentar ao lado dela no sofá.

“Por favor me ouça. Eu sei o quanto isso é dificil.”

“Não, não sabe.”

“Receio que sim.” Ela esperou entender aquilo para ceder a Kimberly, e continuou. “Assassinatos não são números pra mim. Uma pessoa morreu. Um amor também. Alguém que você pensou que estava jantando esta noite se foi. Um garotinho perdeu seu pai. Alguém é responsável por isso. E tem minha palavra que

verei seu caso até o fim.”

Amolecida ou talvez chocada, Kimberly acenou com a cabeça e perguntou se podiam terminar mais tarde. “Eu só quero ir até meu menino agora.”

Ela os deixou no apartamento pra continuar a investigação. Logo depois, Rook disse, “Sempre me perguntei de onde toda aquela Martha Stewarts veio. Eles devem ducá-los em uma fazenda secreta em Connecticut .”

“Obrigada por não interromper enquanto ela estava ‘vomitando’.”

Rook encolheu os ombors. “Eu diria que foi sensibilidade, mas realmente foi por causa da cadeira. É difícil pra um homem soar autoridade vindo de um tecido. Tudo bem, agora ela se foi, posso te dizer que não senti coisa boa vindo dela?”

“Uh-huh, não estou surpresa. Que droga de jogada ela tirou de sua ‘profissão’. Por mais definido que fosse.” Heat se voltou, no caso seu sorriso oculto aparecer em seu rosto, e começou de novo pela sacada.

Ele concordou com ela. “Oh, por favor, eu tenho dois prêmios ‘Pulitzers'(premiação anual entre jornalistas, etc), não preciso do respeito dela.” Ela deu-lhe um olhada de lado. “Embora, eu meio que quiz dizer a ela que a série de artigos que escrevi sobre meu mês no submundo com os rebeldes chechenos estão sendo usados

num filme.”

“Por que não você? Seu auto-engrandecimento deve ter sido uma distração bem-vinda do fato de que o marido dela morreu apenas de uma morte violenta.”

Eles se foram para a tarde quente onde as camisas limpas de Raley e Ochoa já tinham soado . “O que você conseguiu, Roach?”

“Definitivamente não parece suicídio”, disse Raley. “A, cheque o respingo e a poiera das predras. Alguém bateu aqui abrindo essas portas francesas, como numa briga.”

“E alternativa B”, Ochoa peguou, “você conseguiu pistas of marcas de sola vindo das portas…o que é isso?”

“Piso terracota,” disse Rook.

“Certo. Mostra as marcas muito bem, huh? E elas vem todas pra cá.” Ele parou no corrimão. “Foi aqui onde nosso homem acabou.”

Todas as quatro delas se inclinaram para abaixo. “Uau”, disse Rook. “Seis andares abaixo. Aqui é o sexto, não é, colegas?”

“Vamos, Rook”, disse Heat.

“Mas aqui está nosso revelador.” Ochoa aguaichou-se indicando algo na grade com sua caneta. “Vocês tem que ver de perto.” Ele se levantou pra dar lugar pra Heat, que ajoelhou-se pra ver onde ele estava apontando.

“Isto é tecido rasgado. Forenses disseram que será testado como brim azul depois de executado. Nossa vítima não estava usando jeans, então isso veio de outra pessoa.”

Rook se ajoelhou do lado dela pra ver. “Como se alguém tivesse o empurrado.” Heat concordou, assim como Rook. Eles se olharam, e ela ficou meio assustada com sua proximidade mas não recuou. Nariz com nariz, e com o calor que fazia, ela segurou seu olhar e observou a dança da luz refletida brincando em seus olhos. E então ela piscou. Oh droga, ela pensou, o que foi aquilo? Não posso estar atraída por este cara. Sem chance.

Detetive Heat se levantou, pavorosa e todo esse negócio.

“Roach? Quero que você investigue a fundo sobre Kimberly Starr. E cheque o álibi dela na sorveteria em Amsterdam.”

“Então”, disse Rook, se levantando ao lado dela, “você sentiu algo sobre ela, também, huh?”

“Eu não faço vibrações. Eu faço o trabalho da polícia.” Então ela saiu depressa do apartamento.

Mais tarde, no elevador quando ela estava descendo perguntou aos seus colegas detetives, “Tudo bem, o que foi tão engraçado que eu poderia ter matado os dois com minhas próprias mãos? E vocês sabem, eu fui treinada pra fazer isso.”

“Ah, nada, coisa boba, você sabe como são essas coisas”, disse Ochoa.

“É, nada demais, disse Raley.

Dois andares em silêncio se passaram e ambos começaram cantarolar baixo “It’s Raining Men” antes deles darem gargalhadas.

“Isso? Era disso que vocês riam?”

“Isso,” disse Rook, “deve ser o momento mais orgulhoso de minha vida.”

Assim que eles voltaram pra fornalha na rua e chegassem no Guilford, Rook disse, “Você nunca adivinhará quem escreveu essa música.”

“Eu não conheço compositores, cara”, de Raley.

“Saberia essa.”

“Elton John?”

“Errado.”

“Conclusão?”

Um grito de mulher cortou o barulho da cidade, e Nikki Heat se delimitou para a calçada, girou a sua cabeça pra procurar por toda a quadra.

“Bem alí”, chamou o porteiro, apontando direto para o Columbus.

“Sr. Starr!”

Heat seguiu seu olhar até a esquina, onde um homem grande aguarrou Kimberly Starr pelos ombros e jogou-a contra a janela de uma loja. Fez-se barulho com o impacto mas não quebrou. Nikki deu uma arrancada, com os outros três atrás. Ela mostrou sua insígnia e gritou para os pedestres que saissem dalí enquanto se movia entre a mutidão. Raley manobrou seu duplo caminho e chamou por reforço.

“Polícia, pare”, gritou Heat.

No fulga do assaltante num segundo de alerta, Kimberly deu um chute na virilha dele e o descontrolou. O homem estava pronto pra se mecher e ela se curvou para a calçada. “Ochoa,” disse Heat, apontando para Kimberly assim que ela passou. Ochoa parou pra atendê-la enquanto Raley e Rook seguiram Heat, esquivando-se dos carros atravessando a passagem para a 77ª. Um ônibus de viagem fazendo um caminho ilegal bloqueou a passagem. Heat correu pra tráz do ônibus, no meio de um tufo de fumaça de diesel, emergindo nos blocos da calçada que cercava o complexo do museu.

Não havia sinal dele. Ela foi mais devagar e então deu uma corrida pela Evelyn na 78ª. Raley ainda inconstante, estava atrás dela, atendendo o local e a descrição do homem:”…homem caucasiano, trinta e cinco, calvo, alto, camisa de manga curta branca, jeans…”

Na 81ª da Columbus Heat parou e se voltou em círculo. A transpiração brilhava em seu peito e alimentava uma sombra em forma de V abaixo de sua cabeça. A detetive não mostrava sinal de cansaço, somente alerta, olhando perto e longe ao mesmo tempo, ela sabia que tudo o que precisava era qualquer sinal dele que a

colocasse de volta na perseguição.

“Ele não estava em boa forma.” Rook parecia meio sem fôlego.

“Ele não pode ter ído longe.”

Ela se voltou a ele, um pouco impressionada que tinha a acompanhado até ali. E um pouco incomodada que tivesse conseguido. “Que diabos você está fazendo aqui, Rook?”

“Um par de olhos extra, detetive.”

“Raley, eu cobrirei o leste do Parque Central em volta do museu. Você pega a 81ª da Amsterdam e volte pela 79ª.”

“Tá.” Ele cortou pelo mato no centro do flúxo de Columbus.

“E eu?”

“Voçê percebeu que eu estou muito ocupada pra ser sua babá nesse momento? Se quer ajudar, pegue seu par de olhos extra e vá ver como Kimberly Starr está.”

Ela o deixou alí na esquina sem olhar pra trás. Heat precisava de concentração e não queria ser distraída, não por ele. Esta busca já era cansativa o suficiente. E como íam as investigações lá na sacada? Aquilo voltava pra ela como se fosse um anúncio de perfume na Vanity Fair, aqueles anúncios que prometem um tipo de

amor que a vida parece nunca dar. Por sorte ela não fazia parte desse pequeno quadro. Ainda, ela pensou, talvez ela só tivesse dispensado-o com muita dureza. Quando ela voltou pra saber de Rook, não o viu logo.

Então ela o marcou até a metade de Columbus. Que diabos ele estava fazendo aguachado atrás da jardineira?  Ele olhava como se espionasse alguma coisa. Ela saltou a cerca do parque de cães e cortou pela grama até ele andando. Foi quando ela viu uma camisa branca e um jeans subir o Dumpster na entrada de trás do complexo do museu. Ela pulou e saiu correndo. A frente dela, Rook continuou atrás da jardineira. O homem pulou numa entrada de garagem, desaparecendo dentro do túnel de serviço. Nikki Heat chamou por ele, mas Rook já estava correndo prá dentro da entrada subterrânea atrás de seu suspeito.

Ela praguejou e pulou a cerca até o outro final do parque de cães, indo atrás deles.

Tradução: Eliana Lara Delfino

Fonte, aqui você pode ver os outros nove capítulos do livro:

http://abc.go.com/shows/castle/castle-novel

One response

  1. pedro henrique

    já pensou que legal seria se os próximos capítulos também fossem traduzidos??

    July 6, 2013 at 12:49 am

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