"I watch the time pass slowly. It comes and goes like the waves. The sea can touch the sky at night. It's got the freedom I crave."

Sorrento e o Vale dos Moinhos

Pesquisando fotos de ruínas acabei conhecendo Torrento, uma comunidade da Itália! A Península situa-se entre o norte do Golfo de Nápoles,  e no sul de Salerno. Lá se encontra a ruína Vale dos Moinhos! Traduzindo um pouco de sua história, me encantei ainda mais e acredito que tem muito mais histórias pra serem contadas…

História de Sorrento

Terra de cores, mistérios, tradições e lendas, Sorrento sempre encantou, surpreendeu e inspirou a voltar. Pode ter sido as sereias, que segundo os gregos, vivem em nosso mar legados desta península, lançando-se nas águas do mar, com capacidade de encantar com o seu charme. Talvez ainda hoje, com seus cantos, as sereias enfeitiçam os visitantes de todo o mundo fazendo-os se apaixonarem convencendo-os de voltar.
Muitas civilizações têm “vivido” Sorrento: os etruscos e os gregos que têm confiado à cidade o mapa urbano ainda visível hoje no centro histórico, os oscos e os romanos que foram conquistados pelo charme e clima desta terra, construíram aqui a vilas mais bonitas do império. Também bizantinos, lombardos,normandos e aragoneses, cada um deixou sua marca, uma parte de si mesmo, que Sorrento zelosamente guarda durante séculos, entregando isso a nós, que temos hoje, o privilégio de admirar. São restos de muralhas antigas e de um templo que os gregos haviam dedicado à deusa Atena no promontório de Campanella; as antigas vilas romanas com piscinas de peixes, ninfas, cais artificiais estendidos quase como se abraçasse o mar. Os arcos e as grutas escavadas no tufo calcário, as estradas que preservam a típica pavimentação grega e romana as quais o tempo nos conservou quase inalteradas.
Ao longo destas estradas, através dos becos, arcos, a cada pequenos passos da subida do mar entre as rochas de tufo para chegar ao centro, você respira uma atmosfera de “vida”, de “história”, então você imagina todas as diferentes pessoas que viveram isso e você reconhece a marca que cada uma nos deixou.
Entre os monumentos e as casas antigas, podemos descobrir provas de famosos anfitriões, que entre 1700 e 1800 escolheram esse lugar como fonte de inspiração colocando no “Grand Tour”, de suas viagens entre as cidades italianas mais importantes que seus filhos de nobres Europeus efetuavam para completar sua cultura pessoal.
Byron, Keats, Scott, Dickens, Goethe, Wagner, Ibsen e Nietzsche são apenas alguns dos artistas que deixaram uma marca indelével em Sorrento na inspiração de suas obras desta pequena península repleta de história e magia, templo de tradições, mitos e lendas de muito tempo atrás, berço de tesouros antigos e esplêndidas sereias.

Autor: Concetta Caccaviello
Fonte: http://www.sorrentoinfo.com/en/5/1/148/category/articles/history.html
Tradução: Eliana Lara Delfino

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O Vale dos Moinhos

No centro histórico de Sorrento, atrás da praça Tasso, é possível admirar de cima – em uma sugestiva perspectiva – um espectáculo natural extraordinário: O Vale dos Moinhos. O Vale cerca no lado sudeste, as rochas de tufos (calcários) do presente centro histórico de Sorrento, observando de cima uma fenda característica da rocha é visível, que esculpe profundamente e transversalmente a plataforma. Esta incisiva fenda originou da vasta erupção que abalou o Mediterrâneo cerca de 35.000 anos atrás.
A erupção potente encheu o vale calcário inteiro com detritos entre Punta Scutolo e Capo de Sorrento, as águas que passaram pelos vales – encontraram-se entupidas de materiais vulcânicos – procuraram por um novo caminho para o mar cortando progressivamente entre as rochas de tufos. Os vales se tornaram lugares privilegiados de adaptação humana. A caverna pré-histórica do Conca (Caverna Nicolucci), no topo do Vale Marina Grande e adaptação de Gaudo in Piano de Sorrento, lembram dois traços tangíveis desse fenômeno. O Vale dos Moinhos é cortado por dois fluxos de água: Casarlano-Cesarano e Saint Antonino. A falta de água contribuiu para formar desfiladeiros muito estreitos, somente no ponto onde as duas correntes de água encontram os dois desfiladeiros e forma uma vasta área ao pé do vale “La Rupe”.
O nome “Vale dos Moinhos”, deriva da existência de um moinho – funcionando desde o início dos anos 900 – usado para moer trigo. Ligado ao moinho, subia uma serraria que fornecia palha para os marceneiros de Sorrento. Tudo é completado por uma casa de banho pública usada pelas mulheres da comunidade. A criação da praça Tasso,desde 1866, determinou o isolamento da área do moinho do mar, provocando uma elevada porcentagem de umidade, que fez a área insustentável e determinou seu progressivo abandono. A nova microclima favoreceu o desenvolvimento de uma vegetação pujante e espontânea em que o elemento dominante é o Phillitis Vulgaris, um esplêndido e raro modelo pertencente à família da samambaia.
Hoje é possível ter acesso à remanescente parte Vale dos Moinhos atravessando ladeiras antigas gravadas no tufo, com entrada e um alçapão perto do estacionamento Stragazzi.

Sugestão de Sorrentoinfo.com: Equipe-se com binóculos e câmera para observar de cima as ruínas do moinho e da esplêndida vegetação selvagem. A melhor posição é a rua Fuorimura, atrás da praça Tasso.

Autor: Concetta Caccaviello
Fonte: http://www.sorrentoinfo.com/en/3/1/149/category/articles/the-valley-of-the-mills.html
Tradução: Eliana Lara Delfino

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